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    Outro fiasco Já virou rotina. Basta que um organismo internacional divulgue uma pesquisa sobre Educação e o Brasilvai correndo para a sua posição cativa: a rabeira! Dessa vez foi um levantamento feito pela Organização pela Cooperação e Desenvolvimento Econômico – OCDE, que mediu o quanto os países participantes preparam seus jovens para uma vida adulta produtiva. Dos 44 países analisados, o Brasil ficou com a 38ª posição. Dados anteriores colocaram o Brasil (entre 65 países comparados) na 55ª posição em leitura, no 58º lugar em matemática e na 59ª colocação em ciências, conforme informações retiradas do jornal O Estado de São Paulo. A pesquisa, aliás, revelou o que já estamos cansados de saber e de denunciar. A divulgação coincidiu com a fala do ministro da Educação, Aloísio Mercadante, comentando laconicamente o descontentamento brutal do brasileiro nessa área. O ministro se limitou a dizer que isso é incentivo para que continuem a trabalhar, trabalhar e trabalhar. A julgar pela competência do trabalho, seria melhor que não fizessem mesmo nada e simplesmente extinguissem o Ministério. Pelo menos não teríamos que aturar diretrizes duvidosas e políticas educacionais mais preocupadas em fazer formação política enviesada do que formar o intelecto das crianças e jovens para uma inteligência verdadeiramente produtiva. Em minha opinião, isso só se conserta se retornarmos, o mais rápido possível, ao padrão da educação clássica, com alfabetização de verdade, tabuada decorada, leitura permanente e obrigatória. Depois que isso passou a ser “demodê”, as crianças têm aprendido o jargão do “politicamente correto”, sabem tudo sobre o amor homoafetivo, a discriminação racial ou a exploração dos trabalhadores, mas contam-se nos dedos de uma mão quem leu uma obra clássica, consegue resolver um problema matemático mediano ou ao menos imagina o que os problemas atuais têm a ver com a Revolução Francesa. O fato do Japão e a Coreia do Sul estarem nas primeiras posições revela outra deficiência brutal da nossa Educação: a indisciplina. O colunista Luiz Carlos Prates comentou muito bem sobre isso na semana passada. Ao contrário do Japão, onde a disciplina é um dos mais fortes elementos da cultura, aqui a autoridade de pais e professores está cada vez mais na berlinda. Entregues aos próprios gostos, é evidente que crianças e jovens não farão o que é preciso fazer para serem adultos competentes. Uma ampla e profunda reforma cultural e educacional é condição para a nossa sobrevivência como nação que se pretende civilizada. José Francisco dos Santos. Filósofo e Professor A verdade vos libertará O primeiro de abril é data para pegadinhas manjadas e mentirinhas inocentes. Mas a mentira tem um poder destruidor que precisa ser contido. A pior forma de faltar com a verdade é o relativismo, ou a ideia de que a verdade não existe, que tudo depende do momento e dos interesses. Isso começou com o filósofo grego Heráclito, que dizia que tudo estava em constante mudança e, portanto, nada poderia ser estabelecido e conhecido, pois, no instante seguinte, já seria outra coisa.  Os sofistas trouxeram essa ideia para a política, ensinando os jovens gregos a abandonarem a busca da verdade e desenvolverem a retórica. A democracia ateniense se tornava um jogo de discursos, aplausos e interesses. Sócrates se propôs a desmascarar essa tática, atacando os falsos argumentos dos sofistas, mas acabou condenado à morte. O espírito dos sofistas voltou à carga na Idade Moderna, com o filósofo italiano Nicolau Maquiavel, para quem a conquista e manutenção do poder implica o abandono de qualquer escrúpulo moral ou religioso. No século XX, outro filósofo italiano, Antonio Gramsci, retomou a teoria de Maquiavel, ligando-a ao objetivo de espalhar as ideias socialistas de Karl Marx e preparar a sociedade para a revolução comunista. Esse é o tal “marxismo cultural” (a Proposta Curricular de Santa Catarina é parte dessa estratégia!). Mas os antiprincípios de Maquiavel fazem tanto sucesso em todas as colorações partidárias, que às vezes parece que ele tinha mesmo razão: ser honesto e verdadeiro em política é estar fadado ao fracasso. Mas isso não é privilégio da política. Há muito que nossos valores vêm sendo relativizados, em nome de prazeres e interesses imediatos. Inventaram que não existe o certo e o errado, que tudo é questão de gosto e opinião. Ressuscitamos o sofista grego Protágoras, que dizia que “o homem é a medida de todas as coisas”. Sem verdades, princípios ou valores que nos guiem, afundamos nas nossas próprias ilusões. Não é pouco o sofrimento que esse relativismo causa na vida pessoal, nos relacionamentos e na sociedade como um todo. Se tudo depende de opinião e conveniência, então é natural defender o aborto, vacinar crianças contra o HPV ou transformar a universidade pública num antro de vadiagem e consumo de entorpecentes. Ninguém pode se considerar dono da verdade, mas declarar sua inexistência é um grave erro estratégico. Precisamos buscá-la com sinceridade de coração, aprendendo com os nossos erros e os dos outros e revalorizando a Sabedoria dos grandes Mestres.           José Francisco dos Santos. Filósofo e Professor Opção fundamental  O ser humano foi agraciado pelo Criador e pela natureza com características que lhe dão sua dignidade e  sua responsabilidade, no contexto de todos os demais seres animados ou nãSem dúvida, entre os dons naturais que, gratuitamente, foram-lhe concedidos e é seu diferencial fundamental é a liberdade. Capacidade difícil de dar seus contornos, mas que todos nós, seres humanos, já experimentamos e desfrutamos de sua serventia. Com ela, nós construímos ou destruímos nossa vida, a vida dos outros semelhantes e também dos demais seres que compõem este universo. Portanto, com ela somos capazes de escolher e fazer o bem ou escolhemos e fazemos aparecer o mal. Ninguém, porém, possui uma liberdade absoluta, embora alguns pensadores a afirmem. No outro extremo, há aqueles pensadores que negam qualquer manifestação livre, pois, somos todos determinados. São os partidários do determinismo com todas as suas variáveis. Mas, a experiência nos mostra que só temos e nos servimos de uma “liberdade sob (com) condições”. Em outras palavras, nossa liberdade é restringida por condicionantes ou condicionamentos. Estes são múltiplos. A título de exemplo, elencamos alguns: condicionamentos políticos, econômicos, climáticos, financeiros, científicos, religiosos, culturais, sociais, etc. etc. Nenhuma liberdade está isenta ou vive sua existência sem sofrer as influências destes condicionamentos. Cristo reafirma, com sua autoridade de Filho de Deus, a capacidade do ser humano de se servir da dádiva recebida do Criador: a liberdade.  Por isso, em sua Nova Lei, aquela que fundamenta toda a vida do seu discípulo (a) e construtor (a) do Reino de Deus, afirma a incompatibilidade absoluta entre o Amor a Deus e o amor aos bens materiais (o termo usado pelo evangelista Mateus – “mamonas” – personifica o dinheiro como um poder que domina o mundo) (Cfr. Mt 6,24). Desta forma, o seguimento do Mestre Jesus pelo seu discípulo (a) passa por uma opção fundamental. Fundamental porque, a partir desta prioridade (opção), são subordinadas todas as demais opções ou escolhas que fazem parte da vida de todo ser humano. Na verdade, trata-se de usar a “lógica do ser”, desviando-se da “lógica do ter”. Esta última se alimentada com suas tendências insaciáveis toma conta do interior do ser humano e se traduz em atitudes de dominação, exploração, corrupção, desencadeando o acúmulo progressivo de injustiças, misérias, fomes, violências, guerras, mortes. Cria a cultura da violência e da morte. A opção pelo amor ao dinheiro fecha totalmente a interioridade do ser humano num egoísmo estéril, não deixando qualquer espaço para o amor a Deus e aos irmãos (ãs). Sem perceber, quem faz esta opção, pouco a pouco, vai construindo um estilo de vida em que tudo gira em torno do dinheiro. A própria família passa a ser vista e considerada à luz desta ótica.  Como também as amizades, as ocupações do dia a dia. Morreu o amor. P. Adilson José Colombi scj, prof. de Filosofia  -  peadilson@uol.com.br   Para exercitar a consciência crítica Desde 1984, quando tive aulas de Educação Moral e Cívica com um professor militante da esquerda, inclinei-me a uma severa crítica ao regime militar. Acompanhei atento os desdobramentos finais daquele período: as “Diretas Já”, Tancredo e tudo o mais. Aprendi que ser inteligente e crítico era criticar os militares, o capitalismo e tudo o que estivesse ligado a isso. Mas não conseguia perceber o que estava nas entrelinhas daquele discurso socialista, travestido de democrático. Como todo mundo que era “inteligente”, eu também era fã do Che Guevara e outros ícones da esquerda. Li “Olga”, do Fernando Morais, e aprendi a odiar Getúlio Vargas e a venerar o comunista Luís Carlos Prestes. Mas depois de Gorbachev eu nunca mais fui o mesmo. Acho que aprendi, de fato, o que esse pessoal dizia, mas nunca praticava: aprendi a ser realmente crítico. Como Prestes poderia ser mais democrático que Getúlio se ele tinha o aparato da União Soviética para implantar aqui uma filial do sistema político mais perverso da história? “Havia algo de muito podre no reino da Dinamarca” (para citar Shakespeare) e eu estava começando a farejar a podridão. Foi dessa forma que, muito lentamente, mas de modo tenaz, tenho modificado meu entendimento acerca do governo militar. Tal como Getúlio em 1935, os militares estavam diante de um movimento orquestrado para, novamente, tentar implantar o socialismo no Brasil. Com o apoio de grande parte da sociedade, tomaram o poder e começaram a combater esses grupos. Fazia parte dessa trupe uma certa guerrilheira, chamada Dilma Roussef, de um grupo terrorista com extensa ficha criminal. Não defendo os excessos do regime. Os militares cometeram muitos erros, mas não tenho dúvidas de que impediram uma tragédia bem pior. Hoje, quando os guerrilheiros daquela época estão no poder, falindo a Petrobrás e construindo portos em Cuba, me parece evidente que o que eles queriam não era a democracia. Não admito que, depois de tanto tempo, as pessoas que ainda se dizem inteligentes simplesmente repitam as mesmas frases de ordem daquela época. Isso é o avesso de ser crítico: é ser tapado! Na próxima semana, o 31/03/1964 fará 50 anos. Seremos certamente bombardeados com intensa propaganda contrária. Convido meus leitores a fazer o que a esquerda sempre falou: sejamos críticos. Não bebamos simplesmente o discurso. Não precisamos defender nenhuma das partes, mas devemos aprender a olhar todos os lados da questão e não ter pressa para tirar conclusões. Essa é a lição nº 1 da Filosofia. José Francisco dos Santos - Filósofo e Professor   A leitura e a saúde da alma  Soube recentemente de um programa de recuperação de presidiários através de grandes obras  da literatura clássica. Os relatos dão conta de pessoas que passam por profunda regeneração  interior ao lerem, discutirem e às vezes até encenarem obras imortais como Crime e Castigo,  Macbeth ou Moby Dick. Os clássicos da literatura constituem magnífica viagem aos meandros do  espírito humano, analisando, em seus personagens e seus dramas, a condição humana e seus  desafios. Desse modo, sua leitura é alimento e remédio para o espírito. Quem, desde cedo,  aprendeu a ler e tomou gosto pela leitura manifesta um padrão de vida intelectual e de atitudes nitidamente diferenciado. Desde os gregos, nenhuma Educação que se preze se faz sem um profundo mergulho nos grandes temas humanos, através do que os grandes gênios deixaram registrado em verso e prosa. Se a leitura dos clássicos ajuda a regenerar espíritos deformados por crimes brutais e todas as suas circunstâncias, sua utilidade número um deve ser, então, formar e acompanhar as crianças e jovens, para que se enveredem pelos caminhos mais altos a que seu espírito, por natureza, aspira. Isso me faz ficar ainda mais angustiado com o analfabetismo funcional que a escola brasileira tem produzido. Se as pessoas escolarizadas não conseguem ler com destreza duas ou três páginas, com que aparato técnico e vontade pessoal poderão encarar as centenas de páginas das grandes obras literárias? Dessa forma, mais que o evidente prejuízo intelectual que retarda indefinidamente nosso desenvolvimento, temos um grave prejuízo moral, pois, sem alimento espiritual suficiente, não temos forças para desenvolver as atitudes nobres, que exigem renúncia e sacrifício do que é sensível, em nome do que é superior. Com o espírito raquítico, resta o corpo para ser mostrado, cultuado e explorado, desde cedo, em todas as suas possibilidades de prazer (e algumas adicionais, que as drogas proporcionam momentaneamente). Este é o triste retrato da cultura brasileira atual. Por isso é tão urgente uma revolução educacional, um novo renascimento cultural, que nos recoloque na rota da evolução humana. Os marxistas, que dominam e imbecilizam a Educação há décadas, talvez pensem que literatura clássica é coisa de pequeno burguês. E talvez não seja coincidência que o maior líder político do país na atualidade seja um analfabeto funcional declarado, de esquerda, e que nutre desprezo pela vida intelectual. Nunca foi tão forte o apelo de Monteiro Lobato: “um país se faz com homens e livros”. José Francisco dos Santos, Filósofo e professor. Tempo de mudar  Já iniciamos ontem o tempo denominado Quaresma. Para a Igreja Católica, é um tempo forte em         Liturgia. Tempo de renovação. De transformação, de mudança de vida. Numa palavra, já tradicional       no linguajar eclesial, tempo de conversão. Convergir sempre mais para a Pessoa de Cristo e de                   aderir  mais intensamente a sua Mensagem da Boa Nova do Reino de Deus. Esta conversão pede                 transformação da vida interior que, necessariamente, implica em mudança também em nossos                relacionamentos familiares, comunitários e socioculturais. Portanto, não se trata de apenas mudar        intimamente o estilo de vida, mas de assumir estilo de vida que se volte para os ambientes frequentados. Foi bem isto que já o Concílio Vaticano II, há mais de 50 anos preconizou em seu documento a respeito da Liturgia: “a penitência quaresmal (conversão) não deve ser apenas interna e individual, mas também externa e social” (SC110). Fiel ao Concílio, a Igreja que está no Brasil, desde 1964 tenta viver esta dimensão comunitária e social da Quaresma por meio da Campanha da Fraternidade (FC), promovida anualmente com tema e slogan que normalmente fazem apelo alguma transformação sociocultural. Habitualmente, são exigências, como passos fundamentais na caminhada em direção à Pascoa, que pedem conversão, externada em atitudes de solidariedade, de perdão, de reconciliação, de paz, de justiça, de promoção da dignidade da pessoa humana, da liberdade humana, da qualidade de vida para todos, do bem comum. Neste ano, seguindo esta mística, também apresenta para os católicos ou não apelo bastante atual, tanto em nível mundial como nacional. Neste ano, em preparação a Páscoa do Senhor, buscando sempre mais uma coerência de vida com o estilo de vida de Mestre Jesus, a Igreja nos convida a pôr a fraternidade a serviço do combate ao tráfico de Pessoas (Fraternidade e Tráfico Humano), com o lema inspirado na carta aos Gálatas, 5,1: “É para a liberdade que Cristo nos libertou”. Trata-se de um apelo a realizar ações coletivas e efetivas para que este mal, verdadeira chaga social, seja extirpado de nosso meio. Por isso, a Igreja coloca a disposição de todos, em seu Texto-Base da CF2014, excelente reflexão e sugestões de ações possíveis e viáveis, a partir do objetivo Geral e de objetivos específicos. O Objetivo Geral: “Identificar as práticas de tráfico humano em suas várias formas e denunciá-lo como violação da dignidade e da liberdade humana, mobilizando cristãos e a sociedade brasileira para erradicar esse mal, com vista ao resgate da vida dos filhos e filhas de Deus”. São elencados também alguns Objetivos Específicos: “1. Identificar as causas e modalidades do tráfico humano e os rostos que sofrem com essa exploração. 2. Denunciar as estruturas e situações causadoras do tráfico humano...(Texto-Base nº 5). P. Adilson José Colombi scj, prof. de Filosofia – peadilson@uol.com.br                                                                       Caminho suave Minhas professoras do ensino fundamental nunca ouviram falar em construtivismo,                            sociointeracionismo, pedagogias progressistas, consciência crítica ou qualquer  jargões  que se    tornaram comuns no discurso pedagógico das últimas décadas. Assim, suas aulas eram  focadas    no essencial: ensinar-me a ler e escrever e desenvolver essa habilidade ao máximo. Eu                      precisava aprender, o mais rápido possível, a dominar os sinais linguísticos e trabalhar com            eles, formando palavras, frases, redações e mais redações, exercitando até a exaustão a                    ortografia, com ditados e mais ditados, além de usar o caderno de caligrafia. E com o método mais tradicional e eficaz (e também o mais criticado nos anos que se seguiram) eu aprendi a ler e a escrever, e li muito, e escrevi muito, e continuo lendo e escrevendo. A cartilha “Caminho Suave”, de saudosíssima lembrança, ajudou-me a, no período de um ano, dominar praticamente todas as possibilidades de formação de sílabas, os dígrafos e as várias outras nuances da nada fácil língua portuguesa. Tempos depois, já na faculdade, ouvia sem entender muito bem a opinião de teóricos famosos, que desdenhavam do método que funcionou tão bem para mim, porque ele não ensinava a ver a realidade com olhos críticos, ou qualquer coisa parecida com esse palavrório vazio. Faz tempo que eu percebi que essas novas teorias, além de acrescentarem pouco à evolução do pensamento pedagógico, têm provocado uma queda vertiginosa da qualidade e da eficácia da formação intelectual no Brasil. Os últimos dados da UNESCO, que nos colocam em vergonhosa posição quanto às taxas de analfabetismo, confirmam as suspeitas. E não se trata apenas do número de analfabetos que não frequentaram escola, o que é condenável do ponto de vista político, mas justificável do ponto de vista pedagógico, pois a escola não pode alfabetizar quem não está lá. O pior é a constatação de que 75% dos brasileiros (incluindo os escolarizados) são considerados analfabetos funcionais. Isso significa que estamos “cozinhando” as crianças por anos e anos na escola, sem lhes dar o mínimo necessário para que possam ser consideradas plenamente alfabetizadas. Urge repensar inteiramente nossas teorias e processos, aproveitando o que houver de bom nas novas ideias, mas, acima de tudo, recuperando a excelência que a educação mais antiga tinha, e que jogamos no lixo sem avaliar direito. Se não estancarmos esta sangria hoje, caminharemos para um obscurantismo educacional que dificilmente poderá ser revertido. José Francisco dos Santos - Filósofo e Professor                                                                             Carnaval e cinzas Sou daqueles chatos contumazes que detestam carnaval. Não consigo compreender a graça de ser arrastado por um trio elétrico, aos berros, tentando mostrar uma alegria claramente forçada. Respeito, não obstante, quem faz disso uma grande brincadeira, e sabe se divertir sem se corromper. Mas, há algumas décadas, a folia acabava na terça, dando lugar às cinzas da quarta, num ciclo que lembrava que a vida também exige recolhimento e reflexão. O que vem ocorrendo desde então é uma progressiva invasão dessa faixa delimitadora, acompanhada de uma involução educacional que relativizou os valores morais e fez fenecer o temor religioso, que ajudava a conter os ânimos e evitar que a vida descambasse num carnaval sem fim. Infelizmente esse processo tem sido muito bem sucedido. O carnaval cada vez mais se revela uma fábrica de degradação que não respeita mais o calendário. É a época de ouro das “modelos” que fazem da nudez e da frivolidade seu meio de vida, inspirando meninas (cada vez mais jovens) que, na sua vestimenta, nos seus costumes e na sua mente vazia, transformam essa bizarrice em exemplo a ser seguido. As cinzas da quarta fazem falta. Elas nos lembram que essa carcaça física e suas sensações são transitórias, que envelhecemos e voltamos ao pó, e o espírito sobreviverá daquilo que de superior formos capazes de desenvolver. Esse carnaval eterno, com seus blocos e micaretas que avançam os limites da quaresma, representa o estado de espírito de quem faz da própria vida um contínuo festim a Dionísio e Afrodite. Isso desequilibra a existência, aniquilando a consciência em busca do torpor contínuo do álcool, das drogas, das baladas, da irresponsabilidade e da incompetência em todas as outras áreas da vida. Esse carnaval sem fim representa bem o espírito da nação brasileira. Aliás, é sugestivo que, na terra do jeitinho e da gambiarra, os desfiles das escolas de samba sejam um raro exemplo de pontualidade, organização e planejamento. Como diz brilhantemente o filósofo Olavo de Carvalho, essa baixeza espiritual é a fonte do nosso eterno fracasso político e econômico, porque a inteligência e a grandeza de espírito devem ser o fundamento de todas as outras realizações da civilização. Se a sua religião tem cerimônia de cinzas, não deixe de participar. Se não tem, não deixe de se lembrar, mesmo sem o sinal exterior, de que somos muito mais que carne. Se você não tem religião, deixe que a voz da razão lhe inspire. Não faça da eterna extensão do carnaval a fonte do seu fracasso humano e espiritual. José Francisco dos Santos -  Filósofo e Professor Sombras necessárias da vida A praia do Balneário de Camboriú é sobremaneira eclética. Ali se vê e encontra-se a todo instante algo diferente. Desde trajes variados, tipos humanos bem diferenciados, situações bem diversas, comportamentos sui generis, etc. Na caminhada matinal, antes de voltar para os trabalhos próprios de minhas férias, presenciei uma cena, que para mim, foi motivo de reflexão, já que estava sozinho na minha caminhada. A cena, aparentemente, comum. Mas, vista com um olho reflexivo pode suscitar algumas considerações. Bem, a cena era um pai bastante jovem e alto, em pé, provavelmente com seu filho com um pouco mais de um ano de vida. O pai fazendo sombra ao filho que brincava na areia. O filho, com toda a certeza, não percebia o alcance do que o pai estava realizando em seu favor, diante de um sol escaldante daquela manhã de janeiro. Como minha missão, coloca-me em contato com muitos pais e também crianças e jovens, logo me veio a mente algumas considerações que compartilho, rapidamente, com os meus leitores. Quantos pais que não têm esses cuidados. Não estou me referindo apenas à sombra física, isto é, ser um anteparo para impedir a incidência de excessos de raios solares. Mas, o que para mim significou a cena: o pai (claro que a mãe também) a presença de segurança, amparo, proteção, abrigo, escudo, carinho, atenção, amor. Mesmo, quando o filho (a) não tem consciência de tudo o que está ocorrendo ao seu redor. O pai aí está atento! Quantos filhos não têm a sombra do pai, quando o filho ou filha necessita de uma palavra de incentivo, de valorização, de estímulo, talvez de correção em momentos de possíveis desvios de rota na vivência de valores fundamentais na formação da personalidade e na convivência social. Quantos filhos não têm a sombra do pai, como segurança na compreensão e vivência de valores éticos e morais que constituem a realidade fundante tanto da consistência pessoal como da própria vida sociocultural. Quantos filhos não têm a sombra do pai, como escudo no momento em que o filho ou filha é atingido (a) pelos raios das dúvidas, das incertezas, do desânimo, dos desencontros da vida, dos apelos de ilusões e de miragens de felicidades momentâneas, muitas vezes em forma de drogas, facilidades financeiras, casamentos sem preparo, etc. Quantos filhos não têm a sombra do pai, como testemunho de vivência de valores espirituais que mostrem que como ser humano não temos morada permanente aqui neste Planeta, nem somos apenas barro e que, após a passagem por esta vida, não voltamos a ser somente pó, como qualquer animal não-racional ou objeto deste mundo. O gesto do pai, protegendo o filho fisicamente dos raios solares, como qualquer fato de nossa vida pessoal ou social sempre tem algo a nos dizer, desde que estejamos atentos a sua mensagem. A vida humana é mais rica de mensagem do que a gente pensa. O problema é que a maior tempo de nossa vida vivemos distraídos, não temos tempo para parar um instante diante dos fatos para tentar entendê-los. Eles falam, mas frequentemente somos surdos e deixamos de desfrutar a beleza e a riqueza de nossa vida. E por isso muitas vivemos sem sentido e sem alegria. Pois, passamos pela vida, mas não vivemos. P. Adilson José Colombi scj, prof. de Filosofia – peadison@uol.com.br O outro lado da Copa Em 2007, Lula de maneira espalhafatosa como de costume assumiu o compromisso de organizar a Copa do Mundo programada para sete anos depois. Mas, ficou só na comemoração do anúncio. Pois, em seu governo nada, ou quase nada foi feito. No final do seu mandato, constituiu o Comitê Organizador. Anunciou também que 20 bilhões de Reais – do Tesouro Nacional, do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES) seriam destinados para a organização do evento. Tudo o mais ficou para a sua “pupila” Dilma dar “um jeito” de oferecer as condições de sua efetivação, neste ano desta Copa do Mundo de Futebol. O governo Dilma foi pouco a pouco dando sequência a esta organização. Sempre, porém, já com a costumeira deficiência nos planejamentos, má gestão e incompetência, características notadas e noticiada pela mídia, atrasando e, evidentemente, encarecendo as obras da Copa. Desta forma, os gastos previstos já estavam em outro patamar, segundo o próprio Portal da Transparência, do governo federal, indicava investimentos de R$ 25,9 bilhões, numa projeção mais recente. Certamente, quantia bastante subestimada, segundo alguns analistas. Os tempos são outros. Mas vamos comparar, como costuma fazer o PT, com suas realizações. Os alemães em doze (12) estádios e os sul-africanos em dez (10) estádios construídos gastaram o equivalente a 6,9 bilhões para as Copas de 2006 e 2010. Conforme dados disponíveis em internet. Provavelmente, este montante monetário projetado vai sofrer significativas alterações para mais, depois de ter entrado em vigor o Regime Diferenciado de Contratações do governo federal, inclusive autorizado pelo Congresso. Este regime, bem menos rigoroso do anterior de realizar as licitações das obras, provavelmente, vai encarecer ainda mais o custo da realização da decantada Copa do Mundo de Futebol. É claro, nós os contribuintes vamos pagá-la. E bem paga, inclusive favorecendo possíveis candidatos a cargos eletivos que certamente vão se servir dela para fins eleitoreiros. Com tudo isto, assim mesmo, segundo a própria FIFA, as obras estão atrasadas e algumas já com problemas estruturais e de logística. E o pior os custos orçados no início já estouraram em muito. E algumas perguntas que ficam são: E o que vai sobrar de tudo isto para a população? Por exemplo, como vão ser aproveitados estes doze (12) grande estádios de futebol depois da Copa? Por quanto tempo vamos ter que pagar este custo exagerado? E esta dinheirama toda não podia ter sido empregada na saúde, educação, infraestruturas tão carentes de nossa realidade sociocultural? Mas, tudo isto fica para outra ocasião! P. Adilson José Colombi scj, prof. de Filosofia – peadilson@uol.com.br A caixa preta do “Mais Médicos” Os médicos cubanos do programa “Mais Médicos”, que pediram asilo político, expõem questões delicadas acerca da relação do governo brasileiro com a ditadura cubana. O governo socialista cubano mantém sua população em regime de semiescravidão. Além da miséria e da escassez que reinam no país, as pessoas não têm o sagrado direito de ir e vir e não podem dizer nada contra o governo. Os médicos cubanos que vieram para o programa deixaram suas famílias em Cuba, como garantia. Não fosse pelo medo das retaliações do governo contra suas famílias, certamente muitos outros já teriam se manifestado. O governo brasileiro paga 10 mil reais mensais para os médicos do programa, mas os cubanos recebem apenas o equivalente a 10% desse valor. O restante vai para o governo de Cuba. Essa é a face mais escandalosa da questão. O governo brasileiro não só apoia moralmente esse regime e firma convênio para explorar mão de obra semiescrava, mas ainda premia o feitor (a ditadura cubana) com 90% da remuneração que seria devida ao semiescravo (o médico). Se alguma empresa ou entidade brasileira fizesse algo parecido com isso em qualquer âmbito, os sindicatos, o Ministério do Trabalho, a Secretaria de Direitos Humanos e todos os “democratas” de plantão cairiam como uma nuvem de gafanhotos sobre os envolvidos, que sofreriam todo tipo de retaliação. Mas quando se trata de Cuba, os pesos e as medidas são completamente diferentes. O valor que um médico cubano recebe aqui, embora seja infinitamente melhor do que se ele continuasse na ilha de Fidel, avilta a profissão de médico, ofende a classe médica. Se algum operário que ganha dois salários mínimos achar que é justo que todos ganhem a mesma coisa, que vá para a faculdade de medicina, rache de estudar durante anos e ainda carregue a responsabilidade sobre a vida dos pacientes. Só mesmo a mente deturpada dos marxistas para pensar que igualdade seja algo parecido com isso. E o pior é que os mesmos que afagam a ditadura de Cuba – e o governo brasileiro ainda injeta caminhões de dinheiro lá – são os que, com a maior cara de pau, enchem a boca para falar contra o governo militar, que, aí sim, eles chamam de ditadura. Aliás, foram os militares que evitaram que o Brasil fosse hoje uma extensão da favela socialista cubana. Cuba só não tem o regime político mais bizarro do planeta porque existe a Coreia do Norte, para lhe fazer companhia e concorrência. Quem dá valor à liberdade e à verdadeira democracia deve se preocupar muito com esse romance do governo brasileiro com um regime tão desqualificados. José Francisco dos Santos - Filósofo e Professor                

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    Curso Filosofia Política

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  • 80 Anos do Curso de Filosofia
    80 Anos do Curso de Filosofia

    Aos 20 de fevereiro de 2014, na igreja matriz, São Luis Gonzaga, ocorreu a celebração do encerramento alusivo aos 80 anos do curso de Filosofia da Faculdade São Luiz. A celebração foi presidida pelo bispo diocesano de Santo André-SP. Estiveram presentes os padres: Claudio Marcio Piontkewicz, diretor da FSL, Donizeti Queiroz, superior da Província Brasileira Meridional; Lotivio Finger, presidente da Associação Dehoniana Brasil Meridional – ADBM e também representante do P. Mariano Weizenman, superior da Província Brasil Central e Stefan Tertunte, representando a província alemã. Além destas autoridades se fizeram presentes mais 23 sacerdotes, das casas de formação, paróquias de Brusque e região, professores, alunos do curso de filosofia, comunidade paroquial e representantes de autoridades civis. O presidente, D. Nelson fez alusão ao curso, manifestando alegria e entusiasmo. Destacou que em 20 de fevereiro de 1933 inaugurava-se o curso de filosofia, no Convento SCJ com 7 estudantes no primeiro ano letivo, com a aula inaugural do 1o Curso Superior de Santa Catarina, numa preleção feita pelo Pe. Prof. Dr. Roberto Bramsiepe, recém chegado da Alemanha. Celebrar o encerramento das atividades de comemoração dos 80 anos, evidencia-se uma trajetória de desafios e conquistas de pessoas empreendedoras que acreditaram na educação, e não mediram esforços para concretizá-la. Brusque além de ser o berço da fiação catarinense é o berço da Congregação dos Padres Dehonianos. Após a oração final os padres Donizeti, Lotívio e Stefan Tertunte, manifestaram seu reconhecimento pelo trabalho desempenhado na Faculdade São Luiz. Por fim, P. Claudio agradeceu os que trabalharam no Curso de Filosofia e os que trabalham para o melhoramento da sociedade, impulsionados pelos valores éticos, estéticos, culturais, sociais e espirituais, buscando a excelência das condições humanas de trabalho e contribuindo na busca de soluções para a transformação da sociedade. manifestou os seguintes agradecimentos: ao P. Stefan Tertunte pela presença representando a província alemã; os egressos do curso, muitos dos quais são professores, formadores dos seminários, outros tantos estão nos mais diversos lugares do Brasil, e em especial D. Nelson Westrupp, pela presença e o aceite do convite deste dia; outros estão em outros países; aos coordenadores do curso, um trabalho de grande responsabilidade, a poucos anos atrás, Pe. Nivaldo Alves de Souza ( ex-diretor da FSL), Luis Carlos Berri e atualmente P. Silvano que encaminhou este ano de comemoração; agradeceu a da Província Brasil Meridional, e a mantenedora Associação Dehoniana Brasil Meridional, pela presença, confiança e incentivo nos trabalhos realizados; aos alunos(as) do curso, Centro Acadêmico de Filosofia, por se dedicarem aos estudos da Filosofia; aos formadores, e a comunidade local, representantes de outras organizações sociais, associações e paroquial, que prestigiaram o evento. Por fim, o presidente encerrou a celebração com a benção final fazendo votos de muito êxito.

  • Selo Social
    Selo Social

    A Faculdade São Luiz recebeu honrosamente, na noite da  terça-feira do dia 26/11/2013, a certificação, por parte do governo municipal, de entidade comprometida com os oito jeitos de mudar o mundo. No ano de 2000, a Organização das Nações Unidas (ONU) estabeleceu os Oito Objetivos do Milênio (ODM) que em nosso país receberam o nome de “oito jeitos de mudar o mundo”, cujos resultados devem ser obtidos até 2015. Em Brusque, empresas, organizações não governamentais e órgãos públicos que se comprometem, através da elaboração e execução de projetos sociais, com tais objetivos (acabar com a fome e a miséria, educação básica de qualidade para todos, igualdade entre sexo e valorização da mulher, reduzir a mortalidade infantil, melhorar a saúde das gestantes, combater a AIDS e outras doenças, qualidade de vida e respeito pelo meio ambiente, todo mundo trabalhando pelo desenvolvimento), são gratificados com os selos aos quais os referidos projetos se relacionam. Nossa instituição de ensino foi laureada com os oito selos, sendo uma empresa comprometida com os oito objetivos, por meio dos seguintes projetos que desenvolve: Brincando com o reciclável, Bolsa de Estudo, Coleta Seletiva de Lixo, Sexualidade em diálogo, Lar Menino Deus, Salas Sociais e Vacinação gripe H1N1, dentre outros. Nossa gratidão a todos os engajados com os projetos e comprometidos com a missão de nossa instituição: “Contribuir, sob a inspiração de valores cristãos, com atividades de ensino, pesquisa e extensão de elevada qualidade, para a melhoria da qualidade de vida e o desenvolvimento regional”. Para mais informações, acesse: http://www.selosocial.com/faculdadesaoluiz

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  • MBA Internacional na Europa e na China, com multi certificação para profissionais brasileiros
    MBA Internacional na Europa e na China, com multi certificação para profissionais brasileiros

    A partir de agosto, o administrador Diogo Del Corso começa a cursar o programa IMBA (International MBA) fora do país.